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Na seleção brasileira, jogadores carregam a familia tatuada na pele

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| By : Red Hair | In : ,
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Muitos jogadores da seleção brasileira que lutará pelo hexa na África do Sul carregam nos braços seus filhos, pais e esposas. Amor marcado na pele, as tatuagens de vários deles são em homenagem a parentes.

A primeira tatuagem de Daniel Alves surgiu aos 18 anos. O lateral sempre gostou de inovar nos presentes dados à mãe Maria Lúcia nas datas especiais. Longe de casa, no primeiro ano como profissional no Bahia, ele retornou certo dia com a novidade marcada na pele.


- Foi um presente que quis dar pela admiração que tenho por ela. Não sabia direito o que fazer, mas queria que fosse algo que ficasse marcado pelo resto da vida. Tinha uma foto e levei para fazer uma tatuagem - lembra o jogador, que fez o desenho nas costas.

Seu Domingos, pai do lateral, não gostou muito da ideia. Fiel aos seus princípios, ele costumava impor limites aos filhos. Tatuagens e brincos eram proibidos na família. Mesmo assim, Daniel Alves não se importou com a bronca do pai e quebrou as regras. Hoje, o jogador tem várias espalhadas pelo corpo. Os nomes dos filhos Daniel Júnior e Vitória estão gravados no peito. Já a imagem da esposa Dinorah está no braço direito.

No mesmo lugar, Michel Bastos tem uma tatuagem especial. No dia 1º de agosto de 1987, um acidente de carro matou o irmão gêmeo do lateral da seleção. Ele tinha quatro anos. Em homenagem decidiu fazer uma tatuagem com o nome de Daniel.


- Apesar de ter apenas quatro anos eu presenciei tudo. Eu estava ali na hora, vi o meu irmão ser atropelado. Foi algo que marcou muito na minha vida. Então eu tatuei o nome do meu irmão no braço. O que aconteceu ficou marcado, mas eu superei.

Luisão é outro adepto das tattoos. No antebraço direito, o zagueiro colocou o nome da filha Sophia. O mesmo fez o meia Kleberson com "Klebinho" e "Daphine". Josué também está na turma dos jogadores que tem no braço os nomes dos filhos: Kauã e Clara.

Kleberson tem os nomes dos filhos nos braços

Josué e o nome do filho Kauã

O goleiro Julio Cesar foi mais discreto. O camisa 1 tem duas pequenas tatuagens. Uma em cada pulso. A primeira tem os nomes dos filhos - Cauet e Julia - e entre eles um coração escrito Su (apelido carinhoso de Susana Werner) dentro. A outra é uma homenagem à família.

Thiago Silva tem duas grandes tatuagens. No braço direito há uma enorme carpa, que foi desenhada em cima de um símbolo japonês que o zagueiro queria apagar. No esquerdo, a frase "Não sou o dono do mundo, mas sou o filho do Dono". Apesar de não homenagear ninguém, os dizeres remetem, sim, a uma referência familiar.

- Tinha uma frase lá em casa, que a minha mãe tinha colocado na porta de casa logo na entrada. Quando vi, eu fiquei simpatizado com a frase e decidi colocar em uma parte do meu corpo. Acredito muito. Não vou sempre à igreja, mas eu acredito muito. A minha esposa é dessa forma também e isso me ajuda no dia-a-dia - disse.

Grafite procurou homenagear o pai, que faleceu em 2008. No corpo do atacante estão estampadas as datas de nascimento e morte de seu Odair. Estão também a Virgem Maria, as quatro filhas, a mãe e a mulher.

- Ele está sempre comigo. Aqui no meu braço, dando braçada nos caras, trombada – conta Grafite.

Nilmar, Gilberto Silva e Kaká são minoria. Eles não têm qualquer tatuagem pelo corpo.

- Gosto de brinco e tatuagem nos outros. Em mim não é muito legal não. Nada contra, mas eu não gosto. Não é o meu perfil - disse Nilmar.

Noticia retirada da Globo.com

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Comments (1)

Post interessante... como diria o poeta "se carregas na pele é eterno".